"[...] Nenhum coração pode desenvolver-se bem sem muita comunhão íntima com Deus; não existe nada que possa compensar a falta dela.” (Berridge)
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25 de abr. de 2011

Betherly, a amada



Criança dos olhos curiosos, que despertam à luz de um novo amanhecer, por onde andas teus pensamentos?

Perderam-se no vôo delicado de finas asas azuis que deslizam como brisa entre as árvores a procura de um pouso. Ou também, nos desenhos que formaste com a ponta do dedo nas nuvens para teus sonhos.

Pelo que bate teu coração? Será pelos fortes acordes da canção ou pelas doces palavras que ela lhe sussurra ao passo que a encanta.


Corres pelos campos misturando-se aos doces aromas e cores vivas de tua alma entregue, que permite perder-se em imensa alegria nas belas passagens pelas quais caminhastes.


Buscas por alguém, criança?
Sim, busca pelo homem de braços fortes, doces palavras, belas canções, divina imaginação, insuperável amor, contador de histórias, autor de todas elas.

Dê teu simples sorriso e descansa, pois tens sido de bom grado para teu pai tê-la ao seu lado e, de intensa felicidade, ver que permaneces incólume, apesar de ser tantas as suas aflições.

És feliz?
Sim, porque tens a escolha certa.

Nada mais que amor

” Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.” 1 João 4.8

Enquanto os homens buscam o brilho de suas perfeições, Deus encontra na obscuridade, na integridade e na espiritualidade, pessoas segundo seu coração. Pessoas que renegam suas vontades e priorizam o desejo de Deus para suas vidas, com seus pensamentos voltados em adoração, alegres por serem chamados de filhos, cativados com a segurança que sua presença transmite, voltados para seus conselhos e sua Palavra, buscam sua presença em conversas íntimas e que sim, são respondidas. Elas não querem holofortes ou que seus nomes sejam divulgados pelas ruas, mas sim, trilhar um caminho, mesmo que descalças, na direção que Deus enviar, anunciando o amor e uma oportunidade de vida nova, a oportunidade de compartilhar a alegria que vivenciam.
Mas mesmo sendo pessoas segundo o coração de Deus, elas não deixam de ser humanas. São falhas e nutrem sentimentos que podem levá-las a errar, talvez não em atos, mas em pensamentos. Neste momento, o Pai nos dá a oportunidade de reconhecer esse erro e nos perdoa. E quantas vezes? Quantas vezes Ele sorri para nós e nos oferece a liberdade. As consequências nunca são castigo, mas o resultado de nossos erros. Deus não entra no castigar, mas sim, no perdoar, libertar.
De qualquer forma, acima do que o mundo possa pensar, Deus conhece nosso coração. Nossas palavras não superam o que Ele pode ver, não podem enganá-lo.
Mas por que enganá-lo?
Ele é um pai atencioso, que se preocupa em nos estender a mão para que possamos levantar, Ele ampara nossas fraquezas e nos torna fortes. Ele se preocupou em nos orientar para que não nos afastassemos dele e, ainda assim, nos deu o direito de escolher.
Não é legalismo, é preocupação.
Não é autoridade, é amor.
Não é distante, é próximo .
Não é apenas um Deus, é Pai.